Martelo
24 abril, 2010
O que a gente não esquece.
E lembra porque a lembrança, às vezes, não mora só no nosso pensamento
ou na pele.
Ela vive no rosto que você vê dentro no ônibus,
na moça de bicicleta a caminho do trabalho na hora do almoço,
na canção sorrateira que toca como background de uma reportagem.
Definitivamente, a lembrança não está na gente,
e sim no universo ao redor.
E tem dias que esses fragmentos de imagem, cor, som e cheiro não passam batido.
O que bate mesmo é um martelo invisível, porém muiro pesado, nessa cabeça
que então não pára de pensar.

24 abril, 2010 at 7:05 pm
Saudades suas!
27 abril, 2010 at 2:21 pm
Anita, que saudade das suas palavras e das suas rimas… Coisa linda. Adorei tudo, mas a foto esta simplesmente perfeita.
Beijos.
4 maio, 2010 at 3:12 pm
Cecilar é tão bom…!
Aqui também tem dois mares de lembranças, um de dentro e outro de fora.